Soja reage ao estresse em SP e PR com tecnologia
Roteiro avaliou lavouras sob diferentes ambientes e materiais genéticos
Foto: Canva
A segunda semana do Soybean Tour Brazil, promovido pela Elicit Plant Brasil, foi concluída com visitas técnicas a áreas de produção e estações de pesquisa em São Paulo e Paraná. O roteiro percorreu propriedades rurais, consultorias e centros de pesquisa com o objetivo de validar, em larga escala, o desempenho do uso de tecnologias em lavouras sob diferentes ambientes produtivos.
Em São Paulo, as visitas incluíram a G12 Consultoria, em Itapetininga, a propriedade de Roberto Domingues, em São Miguel Arcanjo, e a estação de pesquisa da DETEC, em Taquarituba. No Paraná, a equipe passou pela Fundação ABC, em Castro, pela Fazenda Refúgio, pela Pesquisa AgroMarochi, em Ponta Grossa, pela G2, em Guarapuava, além de acompanhar produtores em Faxinal ao lado da equipe da Agro Hara.
Segundo o gerente de desenvolvimento de mercado da Elicit Plant Brasil, Karol Czesluniak, as avaliações ocorreram em ambientes distintos, com diferentes materiais genéticos e sob variações climáticas que incluíram períodos de estiagem. “Estamos avaliando cultivares em estágios finais de ciclo, em anos marcados por estresses abióticos. Mesmo assim, os resultados observados com Elizon estão coerentes com o histórico das áreas acompanhadas”, afirmou.
De acordo com Czesluniak, em áreas submetidas a condições de seca, as diferenças entre manejos tornaram-se mais evidentes. “Em ambientes onde houve maior limitação hídrica, observamos plantas com melhor estrutura e maior número de componentes de rendimento com a adoção da tecnologia da Elicit Plant. Em alguns casos, as projeções indicam ganhos acima da média histórica”, explicou.
Nas áreas visitadas, as estimativas variaram, de modo geral, entre 7% e 10% de incremento produtivo, com registros superiores a esse patamar em regiões do Norte do Paraná, onde o potencial produtivo pode atingir cerca de 90 sacas por hectare. Em áreas de pesquisa acompanhadas pela Fundação ABC, a expectativa também ficou na faixa de 7% a 10%, enquanto em situações de maior estresse por déficit hídrico os diferenciais mostraram-se ainda mais expressivos.
Durante o roteiro, uma das tecnologias avaliadas foi o Elizon, produto à base de fitoesteróis, moléculas naturais extraídas de plantas que atuam no metabolismo vegetal, conferindo maior resiliência às plantas. A tecnologia tem sido utilizada com o objetivo de auxiliar a cultura a enfrentar estresses relacionados à água, à luz e à temperatura, buscando maior equilíbrio fisiológico ao longo do ciclo.
Segundo Czesluniak, o objetivo do tour é aproximar a pesquisa conduzida em ambiente controlado da realidade das propriedades rurais. “A proposta é fazer essa ponte entre ciência e produtor, validando os resultados em diferentes ambientes e condições reais de manejo”, afirmou.